Qual estrada é a mais profunda
Das tantas que tenho no rosto,
Sao fundas, verídicas, marcadas,
Que os anos, Impassível, tem posto.
Quantas lágrimas, pelos rios da face,
Desaguaram no semblante envelhecido
Como se os olhos placidamente falasse:
Abra sorrisos pois foi bom ter vivido.
Se navegar por esses rios, estradas,
Causaram feridas que tive pela vida
Hoje são troféus nas cicatrizes saradas.
Afinal, viver nunca é tarde demais.
E se os anos deixaram marcas
É conformação; no final da corrida.
Haromax