A sensibilidade dos poetas loucos
São sentimentos a abrir portas,
São poesias, reprimidas, malditas
De um poetar enlouquecido e rouco.
Tem um divã em cada estrofe
Escritas em linhas retas, tortas,
Pois sabe a palavra conforta
Como um elixir a sarar quem sofre.
Esses poetas mestres em evadir-se
Que ousam a rimar com o insano
Sofrem autofagia a roer-lhe as entranhas.
E no final, quando a vida esvair-se
Do corpo vil como qualquer humano;
Sobram as poesias… loucas, insanas.
Haromax